Em uma obra situada no bairro Menino Deus, um prédio de 15 andares com dois subsolos demandava maior detalhamento geotécnico. A sondagem SPT indicava a presença de argila siltosa mole a partir de 8 metros de profundidade. O projetista necessitava de maior resolução para identificar exatamente o início do material mais resistente. Foi então que realizamos o ensaio CPT. O cone eletrônico penetrou 22 metros, registrando a cada 2 centímetros a resistência de ponta e o atrito lateral. Os resultados revelaram que a camada de argila mole era intercalada por lentes muito finas de areia, detalhe invisível à sondagem tradicional. Na região de Porto Alegre, devido à variabilidade dos depósitos do Guaíba, o ensaio CPT atua como um olho clínico que complementa a investigação preliminar. Quando o projeto exige a velocidade de ondas cisalhantes, utilizamos ponteira sísmica, integrando o dado de Vs com a estratigrafia de alta definição.
Em Porto Alegre, o CPTu revela lentes de areia dentro da argila mole do Guaíba que a sondagem tradicional simplesmente não detecta.



