O crescimento de Porto Alegre ocorre em um cenário onde a expansão urbana demanda aterros nas várzeas do Guaíba e nas encostas do escudo cristalino. Para verificar se a compactação em campo atende ao projeto, utiliza-se o ensaio de densidade in situ com o cone de areia, um método direto. Esse controle é aplicado por empreiteiras e fiscalizadoras quando uma camada recém-concluída necessita de liberação ágil, principalmente em obras rodoviárias nos bairros da zona norte e em loteamentos do extremo-sul. O procedimento é regulamentado pela ABNT NBR 7185/2016, e seus resultados são comparados imediatamente com a massa específica seca máxima obtida no ensaio Proctor, completando o ciclo de controle tecnológico. A equipe em Porto Alegre utiliza equipamentos calibrados e areia de Ottawa, deslocando-se até o local de serviço sem afetar o cronograma da terraplenagem.
Em solos siltosos de Porto Alegre, um grau de compactação aparente acima de 98 % sem verificação in situ já escondeu lentes mal compactadas que geraram trincas em apenas duas estações chuvosas.



