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Resistividade elétrica / SEV (Sondagem Elétrica Vertical) em Porto Alegre

Geotecnia aplicada a resultados concretos.

SAIBA MAIS

Porto Alegre, com seus 1,4 milhão de habitantes assentados sobre uma geologia variada que vai dos morros graníticos às planícies aluvionares do Guaíba, exige métodos geofísicos precisos para caracterização do subsolo antes de qualquer intervenção. A Sondagem Elétrica Vertical, ou SEV, é uma técnica de prospecção por resistividade elétrica que investiga a variação da resistividade em profundidade, permitindo identificar camadas de solo, profundidade do embasamento rochoso, zonas saturadas e eventuais contaminações. Nos bairros da zona sul, sobre sedimentos da Planície Costeira, a SEV ajuda a mapear a interface entre argilas moles e os aquíferos mais profundos. Já nos terrenos do Cristalino Porto-Alegrense, o método distingue o manto de alteração da rocha sã. Em projetos que exigem correlação geomecânica, o ensaio CPT complementa os perfis geoelétricos com dados contínuos de resistência de ponta, e as sondagens SPT permitem calibrar as camadas interpretadas na geofísica.

A inversão de curvas de SEV em Porto Alegre revela contrastes de resistividade de até 1:100 entre argilas orgânicas saturadas e os granitos do embasamento cristalino.

Nossas áreas de serviço

Como trabalhamos

O subsolo de Porto Alegre reflete a transição entre o Escudo Sul-Rio-Grandense e os depósitos sedimentares do Lago Guaíba. Na região central e no Quarto Distrito, a presença de aterros sobre antigos banhados cria contrastes de resistividade que a SEV capta com clareza, diferenciando materiais de baixa resistividade — como argilas orgânicas saturadas e lentes de turfa — de camadas mais resistivas de areias e cascalhos. A técnica utiliza um arranjo eletródico, geralmente Schlumberger ou Wenner, injetando corrente contínua no terreno e medindo o potencial elétrico na superfície; o resultado é uma curva de resistividade aparente versus distância entre eletrodos, que depois é invertida para um modelo de camadas geoelétricas. Em zonas como a restinga do Lami ou as várzeas do Gravataí, onde as sondagens mecânicas enfrentam dificuldades com solos muito moles, a SEV oferece uma alternativa não invasiva e rápida. Para investigações de fundação em áreas com risco de contaminação, associamos o imageamento geoelétrico ao ensaio de permeabilidade in situ e às análises de granulometria, fechando um quadro hidrogeológico robusto.
Resistividade elétrica / SEV (Sondagem Elétrica Vertical) em Porto Alegre
Imagem técnica — Porto Alegre

Fatores do terreno local

O passivo geotécnico em Porto Alegre é significativo, decorrente de sua urbanização iniciada no século XVIII sobre uma ponta rochosa e sua posterior expansão por terrenos aluviais e aterros no delta do Jacuí. Bairros densamente povoados como Menino Deus, Praia de Belas e setores do Centro Histórico estão assentados em camadas de solo compressível com resistividade extremamente baixa, intercaladas por lentes arenosas que funcionam como aquíferos confinados. Levantamentos que ignoram a variabilidade geoelétrica do subsolo podem erroneamente interpretar aterro seco como solo competente ou perfurar camadas confinantes sem prever fluxos artesianos. A SEV reduz essas incertezas ao oferecer um perfil contínuo de resistividade, orientando a locação de sondagens e poços. Em projetos de túneis ou escavações profundas na região metropolitana, a relação entre baixa resistividade e solos moles é fundamental para o dimensionamento de contenções e sistemas de rebaixamento do lençol.

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Normas de referência

As normas pertinentes incluem a ABNT NBR 15935:2011 (investigações ambientais com métodos geofísicos), a ASTM D6431-18 (guia para método de resistividade CC) e a ABNT NBR 6484:2020 (sondagens SPT para correlação com perfis geoelétricos).

Parâmetros técnicos

ParâmetroValor típico
Arranjo eletródico padrãoSchlumberger (AB/2 até 200 m), Wenner sob consulta
Resistividade mensurável0.5 Ω.m (argilas salinas) a 10.000 Ω.m (rocha sã)
Profundidade de investigação típicaAté 60-80 m, dependendo da abertura de eletrodos
Equipamento utilizadoResistivímetro multicanal com compensação de polarização espontânea
Inversão de dadosSoftware de inversão 1D com suavização e vínculos geológicos
Norma de referênciaABNT NBR 15935:2011 – Investigações ambientais (aplicável a geofísica)
Formato de entregaPerfis geoelétricos, modelo de camadas e seções de isorresistividade

Perguntas frequentes

Qual a profundidade que a SEV atinge em Porto Alegre e o que isso depende?

Em Porto Alegre, a profundidade de investigação da SEV é função da abertura máxima dos eletrodos de corrente (AB/2). Com aberturas de até 200 metros, atinge-se 60 a 80 metros nos sedimentos da bacia do Guaíba. A penetração efetiva, contudo, depende do contraste de resistividade: uma camada superficial condutora, como as argilas orgânicas do Delta do Jacuí, desvia a corrente e reduz a profundidade. Para otimizar o sinal nesses casos, ajustamos o arranjo e aumentamos a potência injetada.

A SEV funciona em áreas urbanas com interferência elétrica?

Sim, porém requer cuidados. Em Porto Alegre, o Centro e os corredores industriais geram ruído cultural elevado devido a aterramentos, trilhos do Trensurb, tubulações metálicas e cabos de alta tensão. Utilizamos resistivímetros com filtros notch de 60 Hz e técnicas de empilhamento para melhorar a relação sinal-ruído. Quando a interferência é intensa, realizamos medições em horários de baixo consumo elétrico ou aplicamos corrente quadrada com inversão de polaridade. O relatório sempre documenta o nível de ruído e a confiabilidade de cada medição.

Quanto custa uma campanha de SEV em Porto Alegre?

Uma campanha padrão de SEV em Porto Alegre, com 5 a 8 sondagens verticais e abertura AB/2 de 200 metros, incluindo aquisição, processamento, inversão e relatório técnico, tem custo aproximado de $100.000. Esse valor varia conforme a acessibilidade dos pontos (terrenos alagadiços na zona sul, por exemplo), o número de SEVs e a necessidade de caminhamento elétrico 2D complementar. Para projetos maiores, como mapeamento de plumas de contaminação ou estudos de túneis urbanos, elaboramos proposta personalizada após vistoria local.

Como a SEV se correlaciona com as sondagens SPT em Porto Alegre?

A sobreposição dos perfis de SEV e SPT permite correlações importantes: baixa resistividade (<10 Ω.m) indica argilas moles e siltes saturados com NSPT baixo, comuns nas várzeas do Arroio Dilúvio; resistividade intermediária (20-80 Ω.m) associa-se a areias e solos residuais de granito; valores acima de 200 Ω.m correspondem a rocha sã. Enquanto a SEV fornece um modelo geoelétrico de resistividade e espessura, o SPT entrega um perfil geomecânico com NSPT e classificação tátil-visual. Essa calibração cruzada aumenta a confiabilidade do modelo geológico e reduz a necessidade de furos de sondagem.

Localização e área de serviço

Atendemos projetos em Porto Alegre e arredores.

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